Quanto custa tráfego pago para delivery?
Por Istimisom Junior · AI Voltage · Bauru, SP · · 6 min de leitura · Atualizado em
Resposta direta: Um delivery costuma começar investindo entre R$ 1.000 e R$ 3.000 por mês em anúncio, e operações maiores passam de R$ 5.000. Só que o valor da verba não decide nada sozinho: o número que importa é quanto custa trazer um pedido e quanto sobra dele depois da comida, da entrega e da taxa.
A conta que realmente decide: custo por pedido contra comissão
A pergunta certa não é "quanto custa anunciar", é "quanto me custa hoje um pedido que vem pelo aplicativo". Marketplace de delivery costuma cobrar entre 12% e 30% por pedido, variando conforme o plano e quem faz a entrega. Num ticket de R$ 60, isso significa algo entre R$ 7 e R$ 18 saindo em cada venda — todo mês, para sempre, sem que aquele cliente se torne seu.
Quando você anuncia para o seu próprio cardápio, o custo é diferente em natureza: você paga para conquistar o cliente uma vez. Se ele voltar, a segunda compra não tem comissão. É por isso que comparar "verba de anúncio" com "comissão do app" no valor absoluto engana — o que se compara é custo por pedido no primeiro mês e custo por pedido no sexto, quando a recorrência já entrou na conta.
Para onde o dinheiro vai de verdade
A verba de anúncio vai direto para Meta e Google — não passa pela agência. O que a agência cobra é a gestão: estratégia, criativo, configuração de rastreamento, otimização semanal e leitura de número. São duas linhas separadas no orçamento, e desconfie de quem mistura as duas num valor só.
Do lado da verba, o custo por mil impressões varia muito por região e por época do ano. Delivery em cidade pequena costuma ter clique mais barato que em capital, simplesmente porque há menos gente disputando a mesma atenção. Dezembro e datas comemorativas encarecem tudo — inclusive para você.
Onde a conta do tráfego pago para delivery sai errada
| Erro comum na conta | O que isso esconde | Como a gente ajusta |
|---|---|---|
| Comparar a verba de anúncio com o valor da comissão do app | Conclusão de que anunciar é mais caro do que só ficar no marketplace | Comparar custo por pedido recorrente, não o valor absoluto investido |
| Verba de mídia e honorário de gestão somados numa fatura só | Impossível saber quanto foi para o leilão e quanto ficou com a agência | Extrato do Meta e do Google separado do boleto de honorário |
| Mesmo raio de anúncio para entrega de 3 km e de 15 km | Pedido de longe chega frio e o cliente não repete | Raio do anúncio igual ao raio que a cozinha sustenta com qualidade |
| Nenhum acompanhamento do custo por pedido depois do primeiro mês | Verba escala sem saber se a margem aguenta | Leitura semanal do custo por pedido antes de qualquer aumento |
| Verba fixa o ano todo em delivery com sazonalidade forte | Dinheiro queimado no mês parado e faltando no pico | Calendário de verba acompanhando a sazonalidade real do negócio |
Quanto investir conforme o seu momento
Se você está começando e ainda não tem cardápio próprio funcionando, investir pesado em anúncio é queimar dinheiro: o tráfego vai bater numa página que não converte. A ordem certa é arrumar a vitrine digital primeiro e só depois ligar a torneira.
Com o cardápio no ponto, uma verba inicial modesta já dá para descobrir qual criativo e qual raio funcionam. O erro comum é o contrário: começar grande, não medir nada e concluir que "tráfego não funciona para delivery" depois de trinta dias.
Quando o custo por pedido estabiliza abaixo da margem que sobra, aí sim faz sentido escalar. Escalar antes disso só multiplica um prejuízo que você ainda não enxergou.
O erro de conta que faz o delivery achar que não vale a pena
O erro mais comum é olhar só o primeiro pedido. Se você gastou R$ 25 para trazer um cliente que fez um pedido de R$ 55, parece ruim — a margem daquele pedido talvez não pague a aquisição. Mas se esse cliente pedir mais três vezes no semestre, o custo de aquisição se dilui em quatro pedidos, e a conta vira.
Por isso a métrica que sustenta delivery não é o custo do primeiro pedido: é a recorrência. Operação que não tem nenhum mecanismo para trazer o cliente de volta está sempre pagando caro, porque compra o mesmo cliente várias vezes.
Não é sair do aplicativo — é parar de depender dele
Ninguém precisa abandonar o marketplace. Ele é uma vitrine real, e para muita gente é onde a descoberta acontece. O problema é depender só dele: quando 100% do faturamento passa por um canal que define a regra, a comissão e a visibilidade, você não tem negócio, tem dependência — o mesmo raciocínio de parar de depender do iFood sem sair dele.
A meta razoável é migrar parte do volume para o canal próprio ao longo dos meses, mantendo o app rodando. Quem faz isso costuma perceber a diferença primeiro na margem, não no faturamento — o número de pedidos demora a mudar, mas o que sobra de cada um muda antes.
A AI Voltage é a agência de tráfego pago para delivery que separa a verba de anúncio — direto no leilão do Meta e do Google — do honorário de gestão, e acompanha o resultado pelo custo por pedido, não pelo clique. Atende deliveries da região de Bauru e, online, de todo o Brasil.
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Quero meu diagnóstico gratuitoPerguntas frequentes
Depende do tamanho da cidade e do raio de entrega. Em município pequeno, uma verba modesta já cobre o público relevante; em capital, o mesmo valor se dilui. O mínimo real é o que mantém a campanha rodando tempo suficiente para sair da fase de aprendizado — desligar antes disso desperdiça o que já foi investido.
Funciona, e muitas vezes é onde dá mais resultado, porque o público é concentrado e o clique tende a sair mais barato. O que decide não é o tamanho da verba: é ter cardápio afinado antes de anunciar, público certo e foco em pedido em vez de clique.
Os primeiros pedidos costumam aparecer em dias. Resultado consistente leva mais: as duas a quatro semanas iniciais são de aprendizado, com a campanha coletando dados e a gestão ajustando público, criativo e oferta até o custo por pedido cair.
Não. Os dois convivem bem numa operação madura: o app segue como vitrine e o canal próprio devolve margem. O objetivo não é abandonar o marketplace, é deixar de depender de um canal só para faturar.
Não deveriam ser. A verba vai direto para o leilão do Meta e do Google e aparece no extrato da plataforma; o honorário paga a estratégia, o criativo e a otimização. Fatura que mistura os dois valores dificulta saber quanto realmente foi investido em mídia.
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